Chefes de equipe da F1 elegem os 10 melhores pilotos de 2025; confira o ranking
A temporada de 2025 da Fórmula 1 entrou para a história como uma das disputas mais acirradas de todos os tempos, decidida apenas na última volta em Abu Dhabi. Mas, para os comandantes das escuderias, o veredito das pistas vai além da tabela de pontos. No tradicional ranking anual realizado pelo site oficial da categoria, os chefes de equipe elegeram Max Verstappen como o melhor piloto do ano, apesar de o holandês ter perdido o título mundial para Lando Norris por uma margem mínima de apenas dois pontos.
A votação segue o critério técnico e confidencial, utilizando o sistema de pontuação oficial da FIA (25 pontos para o primeiro, 18 para o segundo, e assim por diante). O resultado reflete a percepção de quem toma as decisões nos boxes sobre quem realmente extraiu o máximo de seus equipamentos ao longo das 24 etapas do calendário.
O “Rei sem Coroa”: Verstappen mantém o domínio técnico
Pelo quarto ano seguido, Max Verstappen terminou no topo da preferência dos diretores. Embora sua hegemonia de títulos tenha sido interrompida, o piloto da Red Bull foi exaltado pela sua “resiliência absurda”. Mesmo com um carro que apresentou instabilidades no meio da temporada, Max conquistou seis vitórias nos últimos nove GPs, levando a decisão para Abu Dhabi com chances reais de um pentacampeonato que parecia impossível meses antes.
Para os chefes de equipe, Verstappen continua sendo o padrão ouro de consistência e agressividade controlada. O fato de ele ter vencido oito corridas no total — mais do que qualquer outro piloto em 2025 — pesou para que ele mantivesse o 1º lugar no ranking, mesmo terminando o campeonato com 421 pontos contra os 423 de Norris.
O Campeão Lando Norris e a Ascensão da McLaren
Lando Norris, o 35º campeão mundial da história da F1, consolidou-se na 2ª posição do ranking. O britânico da McLaren teve um ano de redenção, superando erros estratégicos do início do campeonato para entregar uma performance impecável na reta final. Com sete vitórias e sete pole positions, Norris encerrou um jejum de 17 anos da McLaren sem títulos de pilotos.
Abaixo dele, seu companheiro de equipe, Oscar Piastri, subiu para a terceira posição. O australiano, que chegou a liderar o mundial por 15 rodadas, foi apontado como o piloto de maior evolução técnica, mostrando que a McLaren possui hoje a dupla mais forte do grid — fator determinante para a conquista do Mundial de Construtores pela equipe de Woking.
Surpresas e Decepções: O “Efeito Ferrari” e os Novatos
O ranking de 2025 trouxe mudanças drásticas no meio da tabela. Fernando Alonso protagonizou o maior salto, subindo do 9º para o 5º lugar. Aos 44 anos, o espanhol foi elogiado por “fazer mágica” com um carro da Aston Martin que sofreu com atualizações falhas durante todo o ano.
Por outro lado, a Ferrari viveu um ano de avaliações mistas. Charles Leclerc despencou para a 7ª posição após uma temporada sem vitórias, enquanto Carlos Sainz, em seu ano de estreia pela Williams, garantiu o 6º lugar graças a dois pódios surpreendentes. A maior ausência, contudo, foi a de Lewis Hamilton. Em seu primeiro ano de Scudería Ferrari, o heptacampeão não conseguiu se adaptar ao carro e, pela primeira vez em anos, ficou fora do Top 10 dos chefes.
A nova geração também pediu passagem:
– Oliver Bearman (Haas): Estreou no ranking em 8º lugar, sendo a entrada mais alta do ano.
– Isack Hadjar (Racing Bulls): O francês ficou em 9º, garantindo sua promoção para a Red Bull em 2026.
Confira o Ranking Final dos Chefes de Equipe (Top 10):
| Posição | Piloto | Equipe | Comparação com 2024 |
| 1º | Max Verstappen | Red Bull | = |
| 2º | Lando Norris | McLaren | = |
| 3º | Oscar Piastri | McLaren | Subiu 1 |
| 4º | George Russell | Mercedes | Subiu 2 |
| 5º | Fernando Alonso | Aston Martin | Subiu 4 |
| 6º | Carlos Sainz | Williams | Caiu 1 |
| 7º | Charles Leclerc | Ferrari | Caiu 4 |
| 8º | Oliver Bearman | Haas | Novidade |
| 9º | Isack Hadjar | Racing Bulls | Novidade |
| 10º | Nico Hülkenberg | Sauber | Caiu 2 |
Bastidores da Votação
Participaram da eleição nomes de peso como Andrea Stella (McLaren), Toto Wolff (Mercedes) e James Vowles (Williams). Notavelmente, a Red Bull e a Ferrari optaram por não enviar seus votos este ano, o que gerou debates sobre a imparcialidade do resultado final. Independentemente disso, o ranking reforça que, na visão da elite da F1, o talento individual muitas vezes brilha mais do que o troféu de campeão.
(Fonte: Gazeta Brasil)












