Deic aguarda quebras de sigilo para avançar em apuração da morte de assessor em Rio Preto
A investigação sobre a morte de Pablo Lourenço Barbarelli Frazato, de 45 anos, ex-chefe de gabinete do vereador Tadeu Lima (União Brasil), ainda caminha em ritmo cauteloso e enfrenta dificuldades técnicas que têm atrasado o avanço do caso. A informação foi confirmada pelo delegado diretor da Deic (Delegacia de Investigações Criminais) de Rio Preto, Fernando Tedde.
Segundo o delegado, o principal obstáculo neste momento é o acesso ao material eletrônico apreendido. O celular da vítima foi recolhido, mas não conseguiu ser desbloqueado pela perícia, o que impediu a análise de mensagens, registros e até possíveis arquivos armazenados em nuvem.
“Infelizmente, a investigação está numa fase que depende muito dos exames e das quebras de sigilo. O celular não abriu e a perícia não conseguiu acessar. Com isso, a gente não teve como chegar a possíveis imagens de nuvem ou outros dados importantes”, explicou Tedde.
Diante disso, a Polícia Civil pediu à Justiça a quebra dos sigilos telefônico e digital. Os pedidos já foram feitos e agora a equipe aguarda autorização judicial. “Estamos esperando essas autorizações. Por enquanto, ainda não temos nenhum suspeito”, afirmou o delegado.
Pessoas próximas já prestaram depoimento
Mesmo com as limitações técnicas, a Deic já ouviu pessoas diretamente ligadas à vítima. De acordo com Fernando Tedde, o vereador Tadeu Lima já foi ouvido, assim como a outra assessora que foi dispensada do cargo no mesmo dia que Pablo, além de familiares.
“Essas oitivas já foram feitas. Agora, o que vai permitir um avanço maior é o acesso ao celular, que só pode acontecer com autorização judicial”, destacou.
Caso segue em fase inicial
Pablo foi morto com um tiro na cabeça dentro de casa, no Parque Vila Nobre, na noite do dia 19/dezembro. Não houve sinais de arrombamento nem indícios de roubo, o que reforça a suspeita de execução.
A vítima havia sido mandada embora do cargo de chefe de gabinete no dia anterior ao crime, informação que segue sendo analisada pela polícia dentro da cronologia dos fatos.
O delegado reforça que, apesar das dificuldades, a equipe segue trabalhando em várias frentes. “A investigação ainda está bem no começo por causa dessas limitações, mas estamos trabalhando”, concluiu.
(Fonte: Jornal Dhoje Interior/Danielle Molnar)












