Morte de criança em piscina acende alerta para riscos de acidentes domésticos durante as férias
O primeiro dia do ano foi marcado por uma tragédia que comoveu São José do Rio Preto. Um bebê de 1 ano e 10 meses morreu após se afogar em uma piscina, na zona rural do município. Segundo informações, a criança estava na residência com familiares, mas a piscina não possuía nenhum tipo de proteção.
O caso reacende o alerta para os riscos de acidentes domésticos, especialmente durante o período de férias escolares, quando as crianças passam mais tempo em casa.
De acordo com o 13º Grupamento de Bombeiros, os atendimentos envolvendo acidentes domésticos com crianças aumentam significativamente nesta época do ano. Situações que parecem inofensivas podem se transformar em ocorrências graves em questão de segundos.
“O ambiente doméstico precisa ser constantemente avaliado pelos pais e responsáveis. Muitas vezes, pequenos descuidos acabam resultando em acidentes sérios, que poderiam ser evitados com medidas simples de prevenção”, afirma o tenente-coronel Orival Santana Júnior, comandante do 13º Grupamento de Bombeiros.
Entre as principais ocorrências atendidas pelos bombeiros envolvendo crianças estão quedas, sufocamentos, queimaduras, choques elétricos, envenenamentos por ingestão de substâncias tóxicas e afogamentos. Segundo o coronel, esses dados devem servir como alerta e conscientização, e não apenas como estatística.
“Esses números são preocupantes, mas precisam ser encarados como um chamado à responsabilidade. A casa deve ser adaptada para a criança, porque ela não tem noção de perigo. Um fio exposto, um produto de limpeza ao alcance ou uma piscina sem proteção representam riscos reais”, reforça Orival Santana Júnior.
Os bombeiros orientam que tomadas sejam protegidas, fios elétricos não fiquem expostos e móveis com cantos pontiagudos recebam protetores adequados. Objetos pequenos, como bijuterias, não devem ficar ao alcance das crianças, assim como almofadas, cobertores soltos e brinquedos dentro de berços, que podem causar sufocamento.
Outro ponto de atenção são produtos de limpeza, medicamentos e itens de higiene, que devem ser guardados em locais altos ou em gavetas com trava. Plantas também merecem cuidado, já que algumas espécies podem provocar intoxicação quando manuseadas ou ingeridas.
A cozinha é considerada um dos ambientes mais perigosos da casa. A recomendação é utilizar as bocas traseiras do fogão, manter os cabos das panelas virados para dentro e nunca deixar crianças próximas ao ferro de passar roupa. Já em residências com escadas e janelas, a orientação é instalar portões de segurança, guarda-corpos e redes de proteção.
No caso das piscinas, o alerta é ainda mais rigoroso.
“Afogamentos estão entre as ocorrências mais graves e, infelizmente, comuns. Piscinas devem ter grades de proteção e portões sempre trancados. Em hipótese alguma a criança deve ficar sozinha próxima à água, mesmo que por poucos minutos”, destaca o comandante.
O Corpo de Bombeiros também orienta que, diante de acidentes como quedas de locais altos, queimaduras graves, cortes profundos ou ingestão de produtos tóxicos, a criança seja levada imediatamente para atendimento médico. Em situações de emergência, a população pode acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
“O cuidado nunca é excessivo quando falamos de crianças. A prevenção ainda é a melhor forma de evitar tragédias e preservar vidas”, conclui o tenente-coronel Orival Santana Júnior
(Fonte: Jornal Dhoje Interior/Thais Lobato )
(Fonte: Jornal Dhoje Interior/Thais Lobato )












