Júri de ex-policial militar é anulado após ele ameaçar cortar a cabeça da juíza e de jurados
A Justiça anulou o júri popular do ex-policial militar Eduardo José de Andrade, de 24 anos, após ele ameaçar cortar a cabeça da juíza e dos jurados. A sessão ocorreu por meio de videoconferência na quinta-feira (12/fevereiro) em São José do Rio Preto (SP).
Durante a audiência, Eduardo confessa o assassinato a tiros de Tiago de Paula, de 32 anos, em Cedral (SP), em novembro/2022. “Eu matei, não me arrependo. Quando eu sair para a rua, vou continuar matando”, declarou o réu no interrogatório.
Durante a audiência, o acusado também fez graves ameaças de morte aos jurados responsáveis pela condenação anterior, em fevereiro/2025, quando recebeu a pena de 29 anos de prisão pelo assassinato de João Gonçalves Filho, de 39 anos.
Em seguida, Eduardo afirmou que cortaria a cabeça de três homens e quatro mulheres que estavam na sessão desta quinta-feira.
“Eu vou cortar a cabeça de um por um e vou mandar na casa deles no dia em que eu sair daqui. Eu vou cortar a cabeça da doutora [juíza] porque eu tenho autorização para isso […]”, declarou Eduardo.
Diante da intimidação, a juíza interrompeu a sessão ao questionar os jurados do atual júri se tinham condições de permanecer ou se sentiam ameaçados. O primeiro jurado logo respondeu que não se sentia apto a continuar. Com isso, o julgamento foi anulado.
Não há data para o novo júri. Ele responde ao processo preso, no Centro de Detenção Provisória Guarulhos II.
Em nota ao g1, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que a defesa solicitou a realização de um exame de insanidade mental do acusado.
Segundo a sentença de pronúncia, emitida em junho do ano passado, Eduardo foi denunciado por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
(Fonte: G1 São José do Rio Preto e Araçatura)












