Três jovens são executados com mais de 20 tiros no Rio de Janeiro

        Três jovens foram executados a tiros na noite desta sexta-feira (26/junho) na Estrada Benvindo de Novaes, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A DHC (Delegacia de Homicídios da Capital) investiga se o crime tem ligação com o tráfico de drogas sintéticas e entorpecentes em condomínios da região.

        As vítimas foram identificadas como João Paulo Pereira de Vasconcelos, de 22 anos, Vitor Lucas Silva de Oliveira, de 23, e Rodrigo Basílio Lemos, também de 23 anos. Segundo relatos de testemunhas, foram disparados entre 20 e 30 tiros contra o trio, que aguardava para entrar no Condomínio Sublime Max, localizado a cerca de 700 metros do Américas Shopping.

Perfil das vítimas

        De acordo com a Polícia Civil, dois dos jovens assassinados tinham antecedentes criminais. Rodrigo Basílio Lemos possuía registros por estelionato e lesão corporal. No ano passado, ele chegou a ser preso em uma operação da 12ª DP (Copacabana), apontado como integrante de uma quadrilha especializada em golpes contra bares e hospedagens de alto padrão.

        João Paulo Pereira de Vasconcelos já respondia por porte de drogas para consumo próprio. O terceiro jovem, Vitor Lucas Silva de Oliveira, não tinha antecedentes criminais. Testemunhas relataram que dois dos rapazes eram moradores do próprio condomínio e trabalhavam como administrador de empresas e motorista de aplicativo.

Linhas de investigação

         A principal hipótese da polícia aponta que ao menos uma das vítimas atuava no fornecimento de drogas como skank e haxixe para condomínios de classe média e alta no Recreio, na Barra da Tijuca e em Jacarepaguá.

         Os agentes também apuram se um dos mortos possuía dívidas com traficantes locais e estaria envolvido em conflitos relacionados à disputa pela distribuição das substâncias.

          A Delegacia de Homicídios investiga, ainda, se as vítimas vinham recebendo ameaças de traficantes das comunidades do Fontela e Cesar Maia, ou se o crime foi decorrente de desavenças com integrantes de uma milícia que atua na região do Morro Dois Irmãos, em Jacarepaguá. O caso segue sob investigação sigilosa.

(Fonte: Gazeta Brasil)