Bicicletas e Scooters Elétricas serão proibidas para menores de idade após nova Lei em estudo

        Menores de idade podem ser proibidos de conduzir bicicletas elétricas em cidades brasileiras após novas regras em discussão. A mudança mira principalmente adolescentes que usam o veículo para ir à escola, ao curso, ao trabalho ou circular pelos bairros.

         No entanto, o crescimento do uso também acendeu um alerta. Autoridades passaram a discutir regras mais claras para reduzir acidentes, organizar a circulação e melhorar a convivência entre ciclistas, pedestres, motoristas e motociclistas.

        As propostas em debate tratam de idade mínima, limite de velocidade, equipamentos de segurança e comportamentos proibidos durante a condução. Na prática, as mudanças podem alterar a rotina de famílias que adotaram a bicicleta elétrica como meio de transporte no dia a dia.

         A mudança pode impactar estudantes, jovens aprendizes e adolescentes que usam a bike elétrica para trajetos curtos. Além disso, famílias que compraram o veículo como alternativa de transporte também podem sentir os efeitos da nova regulamentação.

         O texto prevê idade mínima de 16 anos, uso de equipamentos de proteção, limites de velocidade e ações educativas. A ideia é orientar usuários, estudantes e famílias sobre o uso correto e seguro das bikes elétricas.

         Além disso, o projeto tenta reduzir riscos em locais de grande movimentação. Entre eles estão avenidas, ciclovias, áreas próximas a escolas, praças, calçadões e vias compartilhadas.

         No entanto, a proposta ainda não está valendo. Antes de entrar em vigor, o texto precisa passar pelas etapas de discussão e votação.

         Regras para menores de idade incluem idade mínima e segurança

        As novas regras também podem criar exigências de segurança para quem usa bicicleta elétrica.

         Entre os itens previstos estão capacete, campainha, iluminação dianteira e traseira e sinalização refletiva. Esses equipamentos ajudam a aumentar a visibilidade do condutor no trânsito. Isso vale principalmente à noite, em dias de chuva ou em locais com pouca iluminação.

        Além disso, o capacete pode reduzir riscos em caso de queda ou colisão. Por isso, a exigência aparece como uma das principais medidas para aumentar a segurança dos usuários.

        As propostas também reforçam a necessidade de educação no trânsito. A ideia é que adolescentes e famílias entendam que a bicicleta elétrica exige atenção, responsabilidade e respeito às regras de circulação.

        Velocidade

        Na maioria dos estados e cidades brasileiras, outro ponto importante é a criação de limites de velocidade. A proposta em discussão prevê regras diferentes conforme o local de circulação.

        Em áreas com grande presença de pedestres, as bicicletas elétricas poderiam circular a até 6 km/h. Já em vias sem ciclovia, o limite seria de até 25 km/h. Em trechos autorizados, a velocidade poderia chegar a 32 km/h.

        No projeto nacional, a lógica é parecida. O texto prevê velocidade máxima de 6 km/h em áreas de pedestres, 25 km/h em ciclovias e ciclofaixas e 32 km/h em vias urbanas autorizadas.

        Com isso, as regras tentam evitar conflitos entre bikes elétricas, pedestres, carros, motos e bicicletas comuns. A medida também busca reduzir acidentes em espaços compartilhados.

Celular e fone de ouvido podem ser proibidos

        As propostas também miram comportamentos considerados perigosos durante a condução. Caso os textos avancem, os usuários não poderão pilotar usando celular sem sistema hands-free.

        Além disso, o uso de fones de ouvido que dificultem ouvir o trânsito também pode ser proibido. O transporte de cargas que prejudiquem o equilíbrio da bicicleta também entra na lista de restrições.

        A intenção é reduzir distrações. Afinal, qualquer desatenção pode aumentar o risco de colisão, queda ou atropelamento.

        Por isso, as novas regras tentam deixar mais claro o que pode e o que não pode durante o uso das bicicletas elétricas.

Bicicletas e Scooters elétricas para menores

        O crescimento do uso das bicicletas elétricas no país preocupa autoridades por causa do grande número de acidentes.

        E um detalhe mais preocupante ainda, os números consideram apenas ocorrências registradas oficialmente ou casos com acionamento de socorro.      Portanto, a quantidade real pode ser muito maior, já que muitos acidentes menores não entram nas estatísticas.

Especialistas alertam antes de investimento

         Diante disso, especialistas no tema alertam e pedem cautela: pais ou menores de idade, antes de investirem neste tipo de veículo que virou uma febre nacional (daí a grande preocupação das autoridades brasileiras) é mais prudente neste momento aguardar o desenrolar dos projetos em estudo tanto na Câmara Federal, como no Senado e em praticamente todas as Câmaras Municipais país afora. Assim, o investimento pode não ser perdido caso as mudanças estudadas sejam aprovadas.

(Fonte: Regional 24 Horas)