A principal hipótese da briga que levou médico a matar colegas em Alphaville
A Polícia Civil de São Paulo trabalha com a hipótese de que uma disputa comercial por contratos de gestão hospitalar tenha sido o estopim para o assassinato dos médicos Luís Roberto Pellegrine Gomes, 43 anos) e Vinícius dos Santos Oliveira (35 anos). O crime ocorreu em um restaurante de luxo em Alphaville, Barueri, na Grande São Paulo.
O autor dos disparos, o médico Carlos Alberto Azevedo Filho, 44 anos, foi preso em flagrante. Segundo o delegado Andreas Schiffmann, Carlos e Luís Roberto eram proprietários de empresas concorrentes no setor de licitações públicas e mantinham uma “rixa” antiga, marcada por ameaças mútuas. Vinicius, a segunda vítima, era funcionário de Luís Roberto.
Dinâmica do Crime: 20 segundos de violência
Câmeras de segurança registraram a rapidez da ação. De acordo com a investigação, os envolvidos já haviam discutido dentro do estabelecimento. A Guarda Municipal chegou a ser acionada e revistou os presentes, mas não encontrou armas no momento.
Após os ânimos parecerem calmos, as vítimas decidiram ir embora. Foi nesse instante que o atirador obteve acesso a uma bolsa masculina contendo uma pistola. “Ele praticamente descarregou a arma.
A ação toda, até a prisão, durou cerca de 20 segundos”, afirmou o delegado. Luís Roberto foi atingido por oito tiros, enquanto Vinicius foi baleado duas vezes. Ambos morreram no pronto-socorro.
O Perfil do Atirador
Carlos Alberto Azevedo Filho possui registro de CAC (Colecionador, Aturador e Caçador), mas, segundo a polícia, não tinha autorização para o porte de arma de defesa pessoal. Além da arma e documentos, os agentes apreenderam R$ 16 mil em espécie com o suspeito.
O histórico do médico também pesa contra ele: em 2025, Carlos Alberto já havia sido preso em Aracaju (SE) pelos crimes de racismo e agressão. “A visão da polícia é que ele é perigoso, uma pessoa que não mede consequências”, declarou Schiffmann.
Investigação sobre Cúmplice
A polícia agora tenta identificar uma mulher que teria entregue a bolsa com a arma para o atirador logo após a saída da Guarda Municipal. A bolsa, que levava o nome da empresa de gestão hospitalar de Carlos, passará por perícia.
O médico teve a prisão convertida em preventiva e foi encaminhado para a Cadeia Pública de Carapicuíba. Ele deve responder por homicídio qualificado por motivo fútil e sem chance de defesa das vítimas.
(Fonte: Gazeta Brasil)












