A reação do relator da CPI do Crime Organizado, que faz grave acusação a ministros do STF após decisão de Gilmar Mendes
O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou na quinta-feira (19/março) que a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de anular a quebra de sigilo do fundo Arleen, ligado ao resort Tayayá, “não é surpresa”.
Segundo Vieira, há uma “ação articulada” por parte de alguns ministros do STF para “travar as investigações e garantir a impunidade de poderosos”.
O fundo Arleen, que em 2021 adquiriu a participação da empresa Maridt no resort Tayayá, no interior do Paraná, está ligado à família do ministro Dias Toffoli, que faz parte do quadro societário da Maridt. A decisão de Gilmar Mendes atendeu a um pedido dos advogados e seguiu orientação semelhante à do ministro Flávio Dino, que suspendeu quebras de sigilo aprovadas em bloco pela CPMI do INSS.
“O ministro Gilmar Mendes, usando o mesmo processo que ressuscitou para sequestrar uma relatoria e firmar um muro de proteção para o colega ministro Toffoli, agora anulou a quebra do sigilo do fundo Arleem, operado pela organização criminosa (Banco Master) para fazer pagamentos a terceiros. Infelizmente, não é surpresa. Ainda ontem alertei no plenário do Senado para essa ação articulada por alguns ministros com o objetivo expresso de travar investigações e garantir a impunidade de poderosos”, declarou Vieira.
O senador acrescentou: “Para contemplar seus interesses não têm nenhum constrangimento em rasgar a Constituição e atropelar outro Poder da República. Reitero o alerta: o abuso constante está destruindo a credibilidade da Justiça. Vamos resistir em todas as frentes, seja através de recursos ao presidente do STF ou na luta pela CPI específica para investigar os ministros supostamente envolvidos no escândalo. Essa é a verdadeira defesa da democracia, que só existe com todos iguais perante a lei”.
(Fonte: Gazeta Brasil)












