Ata do Copom aponta continuidade na alta dos juros diante da inflação

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) sinalizou, nesta terça-feira (25/março), que o ciclo de aperto monetário ainda não chegou ao fim, embora a próxima elevação da taxa Selic deva ser de menor magnitude. A decisão foi detalhada na ata da última reunião do colegiado, que ocorreu entre os dias 18 e 19/março.
Na ocasião, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa básica de juros de 13,25% ao ano para 14,25% ao ano, no quinto aumento consecutivo desde o início do ciclo de aperto monetário em setembro. A justificativa para a nova alta foi o cenário adverso para a inflação, a defasagem dos impactos da política monetária e a incerteza elevada no ambiente econômico global.
A ata reforça que um novo aumento na Selic deve ocorrer na reunião de maio, com uma elevação menor do que o ponto percentual adotado na última decisão. Caso a previsão se confirme, a taxa alcançará ao menos 14,50% ao ano, patamar mais alto desde julho/2006, quando atingiu 14,75%.
O documento também ressalta que a duração total do ciclo de aperto monetário dependerá da evolução da inflação e da economia. O Banco Central projeta que o IPCA atingirá 3,9% no acumulado de 12 meses até o terceiro trimestre de 2026, acima da meta de 3%, e que fechará 2025 em 5,1%, acima do teto da meta de 4,5%.
No mercado financeiro, a expectativa é de novas altas de 0,5 ponto percentual em maio e de 0,25 ponto percentual em junho, levando os juros a 15% no final do ciclo.
O Copom também destacou que sua política será conduzida com base no compromisso de convergência da inflação à meta e na análise de riscos da economia global e doméstica.
(Fonte: Gazeta Brasil)