Cantor vai aos tribunais após sofrer preconceito

        cantor Fernando César de Almeida Brito (Nando) da conhecida dupla Rafa & Nando, foi vítima de ofensa racial durante a apresentação de um show na cidade de São José do Rio Preto (SP).

        Segundo informações do Boletim de Ocorrência, a dupla se apresentava no pesqueiro ‘Tô de Boa’ em Rio Preto, quando ao término do show, a acusada A.S.T. se aproximou do palco e passou a proferir diversos impropérios à dupla, reclamando que não haviam deixado ela cantar.

        O cantor Nando, teria pedido então aos seguranças que afastassem a mulher do palco, já que a equipe estava trabalhando na desmontagem e carregamento dos aparelhos para deixarem o local. Neste momento, a ofensora teria dito a Nando: “Você não me deixou cantar, você é um preto safado”. As ofensas teriam sido proferidas na presença das pessoas que estavam no estabelecimento.

        Em seguida, diante da indignação e revolta das pessoas que presenciaram o fato, a ofensora rapidamente se retirou do local, o que impediu sua prisão em flagrante.

Advogado 

        O cantor Nando acionou seu advogado, Nelson Jacob Cammada Filho, o qual auxiliou no procedimento de registro dos fatos mediante boletim de ocorrência policial, classificando o delito na Lei 7.716/89, que define os crimes resultantes de preconceito, raça ou cor.

        O advogado acompanhou também o oferecimento da denúncia pelo Ministério 

Público do Estado de São Paulo e vai atuar ainda como assistente de acusação dentro da ação penal.

        Procurado pela nossa redação, Dr. Nelson salientou que: “É inadmissível esse tipo de comportamento altamente ofensivo e repugnante em nossa sociedade. Meu dever como advogado e como cidadão é combater todas as formas de discriminação e preconceito”.

        O advogado em conjunto com o Ministério Público busca a condenação da ofensora pelo crime de injúria racial (art. 2ºA da Lei 7.716/89), cuja pena varia de 02 à 05 anos de reclusão, além de reparação moral do prejuízo experimentado pela vítima no montante de 10 salários mínimos.  

       O processo tramita perante a 04ª Vara Criminal da Comarca de São José do Rio Preto/SP e aguarda a realização de audiência de instrução e julgamento designada para o mês de maio deste ano.

        A acusada responde ao processo em liberdade.

 

(Fonte: Regional 24 Horas)