Com um a mais, Brasil perde para França e sai vaiado sob recorde de público
No penúltimo teste antes da convocação final para a Copa do Mundo, a Seleção Brasileira ligou o sinal de alerta. Em um amistoso marcado por recorde de público — 66.713 espectadores, o maior da história do estádio —, o Brasil foi derrotado pela França por 2 a 1 nesta quinta-feira (26/março). Mais do que o resultado, a atuação irregular e a falta de pontaria do quarteto ofensivo renderam vaias da torcida ao apito final.
O início da partida desenhou o que seria o tom da noite: um Brasil com posse de bola, mas sem criatividade, e uma França letal no contra-ataque. O goleiro Éderson assustou a torcida com saídas de bola arriscadas, enquanto o ataque brasileiro, formado por Vini Jr, Raphinha, Matheus Cunha e Gabriel Martinelli, pecava na tomada de decisão.
A eficiência europeia apareceu aos 31 minutos. Após recuperação no campo defensivo e uma troca de passes envolvente, Dembelé serviu Kylian Mbappé. O craque finalizou por cobertura, anotando um golaço e tornando-se, isoladamente, o maior artilheiro da história da seleção francesa.
Superioridade numérica não traduzida em gols
Na volta do intervalo, o cenário parecia favorável ao Brasil. Luiz Henrique entrou no lugar de Raphinha e deu novo fôlego ao setor direito. Aos 7 minutos, a expulsão do zagueiro Upamecano, que derrubou Matheus Cunha, deixou a Seleção com um homem a mais.
Entretanto, a superioridade numérica evidenciou a carência de um organizador no meio-campo. Mesmo com 11 contra 10, o Brasil cedeu espaço. Aos 19 minutos, em um contra-ataque rápido, Olise serviu Ekitiké, que ampliou para 2 a 0.
Reação tardia e pressão final
O Brasil só conseguiu descontar aos 32 minutos. Após cobrança de falta de Danilo e persistência de Casemiro, Luiz Henrique ajeitou para o zagueiro Bremer empurrar para as redes.
O gol inflamou a equipe de Carlo Ancelotti, que partiu para o “tudo ou nada” com a entrada de Gabriel Sara e Igor Thiago. Bremer e Vini Jr. ainda tiveram chances nos acréscimos, mas a falta de precisão — e o abatimento de Vinícius, que teve atuação dispersa — selaram o placar.
O saldo para Ancelotti
A derrota em solo americano deixa interrogações para a comissão técnica. Se a defesa já era uma preocupação pelos desfalques, o revés contra os franceses mostrou que o setor de criação e a finalização de jogadas precisam de ajustes urgentes. O Brasil agora corre contra o tempo para encontrar o equilíbrio ideal antes da estreia no Mundial.
Torcida puxa coro por Neymar
O amistoso disputado com a França aconteceu Gillette Stadium, em Foxborough, nos Estados Unidos. Durante a partida, após o 2º gol da equipe francesa, parte dos torcedores brasileiros presentes no estádio vaiou o time e passou a entoar o nome de Neymar, que não foi convocado para os amistosos desta Data FIFA. “Olê, olê, olê, olá, Neymar… Neymar”, gritou a torcida brasileira.
Neymar, atualmente no Santos Futebol Clube, não integrou a lista para os confrontos contra França e Croácia. A comissão técnica informou que o jogador precisa estar em condições físicas ideais para voltar a ser convocado, mas não o descartou para a Copa do Mundo FIFA 2026.
A partida foi considerada um dos principais testes da equipe comandada por Carlo Ancelotti antes da definição da lista final para o Mundial. O confronto também marcou o duelo mais exigente enfrentado pela seleção brasileira até o momento sob o comando do treinador.
(Fonte: Gazeta Brasil)












