Débora Rodrigues, a mulher do batom, já está em casa após deixar prisão

Débora Rodrigues dos Santos, a cabeleireira de 39 anos que pichou a estátua “A Justiça” durante os atos de 08/janeiro/2023, deixou o Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro na noite de sexta-feira (28/março) e já está em sua casa em Paulínia, ambas cidades no interior de São Paulo.
A libertação ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), conceder prisão domiciliar à ré.
A SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) confirmou que Débora foi colocada em prisão domiciliar por volta das 20h00 de sexta-feira, seguindo parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República), que opinou pelo relaxamento da prisão preventiva.
Em um vídeo publicado no Instagram, o advogado de Débora, Hélio Júnior, celebrou a decisão como “um reconhecimento tardio de uma grave injustiça”. No entanto, criticou as restrições impostas por Moraes, que incluem a proibição de uso de redes sociais, concessão de entrevistas e visitas, exceto de seus advogados. O descumprimento dessas medidas pode levar à revogação da prisão domiciliar.
Moraes autorizou a prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, considerando que Débora é mãe de dois filhos, de 6 e 9 anos. Na semana anterior, o ministro havia votado pela condenação da cabeleireira a 14 anos de prisão, além de multa, pelos atos de 08/janeiro/2023. A decisão foi acompanhada pelo ministro Flávio Dino, mas o ministro Luiz Fux pediu vista do caso, indicando que a pena pode ser revista.
Débora é acusada de pichar a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, em frente ao prédio do STF.
(Fonte: Gazeta Brasil)