Fachin convoca reunião de emergência com ministros do STF para tratar de relatório da PF sobre Toffoli

         Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) se reunirão nesta quinta-feira (12/fevereiro) no gabinete da presidência para discutir o relatório da PF (Polícia Federal) referente às investigações de fraudes no Banco Master. O encontro, fechado, estava marcado para as 16h00 e contou com a participação de todos os 10 ministros, incluindo André Mendonça e Luiz Fux, que acompanharão a reunião por videoconferência. Segundo informações da Secretaria de Comunicação do STF, o presidente da Corte, ministro Luiz Edson Fachin, apresentará aos colegas as conclusões da PF sobre o caso, além de repassar detalhes sobre a resposta do ministro Dias Toffoli às solicitações da corporação. Fachin também já notificou a PGR (Procuradoria-Geral da República) para que se manifeste sobre as informações.

        O encontro ocorre poucas horas após Toffoli divulgar nota em que afirma nunca ter recebido valores de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, ou de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, ambos investigados no esquema de fraude financeira. Em sua manifestação, o ministro esclareceu que participou apenas do quadro de sócios da empresa familiar que tinha participação no Grupo Tayaya, posteriormente adquirido por fundos ligados a Zettel.

        O gabinete de Toffoli também afirmou que o pedido de suspeição apresentado pela Polícia Federal “não tem legitimidade”, já que a corporação não é parte no processo que investiga as fraudes no Banco Master. Para o ministro, o pedido se baseia em “ilações” e não constitui motivo para que ele se afaste da relatoria do caso.

        Na segunda-feira (09/fevereiro), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou a Fachin um relatório contendo dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, apreendido durante a Operação Compliance Zero. Entre as informações, constavam menções ao ministro Toffoli. O dispositivo foi obtido no âmbito das investigações sobre fraudes financeiras no Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado.

        Após a divulgação do relatório, na quarta-feira (11/fevereiro), o gabinete de Toffoli emitiu nota esclarecendo as menções ao seu nome e reafirmando que não há motivo para alegar suspeição do ministro no caso. A suspeição, se aceita, exigiria que Toffoli deixasse a relatoria do processo.

        O caso Banco Master segue sob atenção da Corte e da sociedade, diante da complexidade das investigações e das alegações envolvendo altos valores e integrantes do sistema financeiro. A reunião desta quinta-feira deve servir para que os ministros do STF tenham uma visão completa das informações obtidas pela PF e definam os próximos passos quanto à tramitação do processo e à atuação da Corte.

(Fonte: Gazeta Brasil)