Mãe diz que grávida achada morta no banheiro procurou atendimento pelo menos 2 vezes em hospital de Rio Preto
A mãe da jovem, que estava grávida de nove meses e foi encontrada morta nesta quinta-feira (12/março) dentro do banheiro de casa, em São José do Rio Preto (SP), diz que a filha procurou atendimento médico pelo menos duas vezes durante a semana por causa de dores na pelve.
Vitória Gabrieli Amaral Lima, 19 anos, esperava por uma menina, a primeira filha, que já tinha o nome escolhido pela família: Luna. O parto estava previsto para o mês de março. O bebê também morreu. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar as causas da morte.
Em entrevista à TV TEM, a cozinheira Vanessa Aparecida do Amaral afirmou que, na terça-feira (10/março), a jovem começou a se sentir mal com dores na região da pelve. Por isso, procurou atendimento na emergência obstétrica da Santa Casa.
“Meu coração está dilacerado. Acabaram comigo. Ela era minha amiga, companheira em tudo. Ela me ligava todos os dias. E agora, quem vai me ligar? Não tenho mais com quem falar. Levaram meu ‘tudo’ embora, minha filha, minha neta, as duas de uma vez só. É um absurdo isso”, lamentou a mãe, a cozinheira Vanessa.
A mulher retornou na quarta-feira (11/março). Nas duas ocasiões, Vanessa informou que a filha foi atendida e liberada para voltar para casa. Segundo a mãe, a jovem foi orientada de que os sintomas seriam “contrações de treinamento”, comuns no final da gestação.
No entanto, na manhã de quinta-feira (12/março), Vitória passou mal no banheiro da casa, localizada no bairro Ana Célia. O corpo foi encontrado pelo marido dela, com quem mantinha um relacionamento há cerca de dois anos.
Abalada, Vanessa lamentou a perda da filha e da neta, e disse acreditar que houve negligência no atendimento médico, uma vez que afirmou que a jovem fazia o pré-natal regularmente e mantinha uma rotina de exames e consultas semanais. “Minha filha sempre foi ao médico. Foi em todas as consultas, fez todo o pré-natal certinho e estava indo toda semana porque já estava no tempo de ganhar [o bebê]. Isso é negligência médica, sim, eles têm que pagar por isso. Era para a minha filha estar internada, era para as duas estarem vivas. Isso acabou com a minha vida, acabaram com a vida de uma família inteira”, afirmou a mãe.
As causas da morte são investigadas.
(Fonte: G1 São José do Rio Preto e Araçatuba)












