Manifestantes ocupam a Paulista por Justiça pelo cão Orelha e pedem redução da maioridade penal

       Manifestantes realizaram um ato na manhã deste domingo (1º/fevereiro), na Avenida Paulista, em São Paulo, para cobrar justiça pela morte do cão Orelha, vítima de maus-tratos em Santa Catarina. A manifestação ocorreu em frente ao Masp e reuniu defensores da causa animal, além de políticos ligados ao tema.

        Durante o protesto, os participantes pediram punição rigorosa aos responsáveis pelo crime ocorrido na Praia Brava, uma das áreas mais nobres de Florianópolis. Também foram entoadas palavras de ordem em defesa da redução da maioridade penal no Brasil. Orelha foi espancado no dia 04/janeiro e encontrado gravemente ferido por pessoas que estavam no local. O animal foi socorrido e levado a uma clínica veterinária, mas, devido à gravidade das lesões, precisou ser submetido à eutanásia no dia seguinte.

         A Polícia Civil de Santa Catarina investiga o caso e aponta três adolescentes como autores do espancamento. Inicialmente, quatro jovens eram suspeitos, mas um deles foi descartado da investigação após a conclusão de que não teve envolvimento com os maus-tratos. Por se tratarem de menores de 18 anos, os nomes, idades e localização dos suspeitos não foram divulgados, em respeito ao sigilo previsto pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

        Na última quinta-feira (29/janeiro), a Polícia Civil cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Florianópolis e recolheu os celulares de dois adolescentes investigados. Segundo a corporação, com apoio de monitoramento realizado em conjunto com a Polícia Federal, foi identificado que os jovens anteciparam o voo de retorno ao Brasil. Eles foram intimados para prestar depoimento, mas ainda não há data definida para as oitivas.

        O auto de apuração de ato infracional foi aberto pela DEACLE (Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei da Capital). Paralelamente, três adultos — dois pais e um tio dos adolescentes — foram indiciados por suspeita de coação de testemunha. De acordo com a investigação, a vítima seria um vigilante de condomínio que possuía uma fotografia que poderia ajudar a esclarecer o crime.

        A Polícia Civil também solicitou a elaboração do laudo de corpo de delito do cão para detalhar as circunstâncias da morte. Exames periciais já indicaram que Orelha foi atingido na cabeça por um objeto contundente, sem ponta ou lâmina, que ainda não foi localizado.

(Fonte: Gazeta Brasil)