Mortes por Covid-19 no Brasil aumentam 5 vezes após o Carnaval

Após as festividades do Carnaval, o Brasil registrou um aumento alarmante de quase 80,5% nos casos de covid-19. Dados do Ministério da Saúde revelam que, de 23/fevereiro a 1º/março, foram registrados 6.354 casos da doença. Na semana seguinte, até 08/março, esse número saltou para 11.467, refletindo o impacto das aglomerações típicas das comemorações.
As mortes também apresentaram um aumento significativo, passando de 34 para 193, marcando um crescimento de mais de 5 vezes em comparação à semana do Carnaval. Até 08/março, o Brasil contabilizou 148.328 casos e 891 óbitos relacionados ao coronavírus no ano de 2025.
O aumento de infecções era esperado, especialmente devido à natureza das celebrações, com grandes aglomerações em festas de clubes e no carnaval de rua, onde a proximidade entre as pessoas facilita a transmissão do vírus.
O infectologista Celso Granato, da SBPC/ML (Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial), destaca que atividades como cantar intensificam a liberação de gotículas respiratórias, aumentando a disseminação do vírus.
O pesquisador Wallace Casaca, coordenador da plataforma SP Covid-19 Info Tracker, alerta para a perda de sensibilidade da população em relação à covid-19, apesar da doença ainda ser uma ameaça, principalmente para idosos, pessoas com comorbidades e crianças não vacinadas. Casaca também observa que o aumento de óbitos pode estar relacionado com dados acumulados devido ao feriado, embora haja uma correlação com o crescimento de casos.
Em relação às medidas preventivas, a principal orientação continua sendo a vacinação. O Calendário Nacional de Vacinação recomenda a imunização de grávidas, idosos e crianças entre 6 meses e 5 anos. Para adultos com mais de 60 anos e imunossuprimidos, a vacinação deve ser atualizada a cada seis meses.
Granato reforça a importância de vacinas atualizadas, já que o vírus sofre mutações frequentes. Embora as vacinas não impeçam completamente a infecção, elas reduzem a gravidade da doença e o tempo de transmissão. Casaca ainda alerta para a importância de usar máscaras e evitar aglomerações, além de realizar testes para confirmar a infecção, especialmente em ambientes festivos.
(Fonte: Gazeta Brasil)