Patrimônio imobiliário da família de Moraes triplica em cinco anos; confira os imóveis e valores

        Um dos focos que a mídia concentrou nesta segunda-feira (06/abril) foi sobre a família do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que ampliou de forma significativa seu patrimônio imobiliário nos últimos anos. Segundo levantamento publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, o casal formado pelo magistrado e a advogada Viviane Barci de Moraes triplicou o valor dos bens desde 2017, quando Moraes assumiu uma cadeira na Corte.

        Atualmente, a família possui 17 imóveis avaliados em cerca de R$ 31,5 milhões. Antes da ida ao STF, o patrimônio era de R$ 8,6 milhões, distribuído em 12 propriedades. Nos últimos cinco anos, entre 2021 e 2025, foram investidos R$ 23,4 milhões em novas aquisições — todas pagas à vista, conforme registros em cartórios de São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal.

        Ao longo de quase três décadas, o total desembolsado pela família na compra de imóveis chega a R$ 34,8 milhões, considerando também propriedades já vendidas. Parte das aquisições mais recentes foi realizada por meio do Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa da qual Viviane é sócia ao lado dos filhos do casal.

        Entre os imóveis adquiridos estão uma mansão de alto padrão no Lago Sul, em Brasília, comprada por R$ 12 milhões, dois apartamentos de luxo no bairro Jardim América, em São Paulo, além de unidades em Campos do Jordão. A família também possui terrenos no interior paulista.

        Embora Moraes não figure formalmente como sócio da empresa, o regime de comunhão parcial de bens adotado no casamento inclui os ativos adquiridos durante a união no patrimônio do casal. Como ministro do STF, ele recebe salário mensal de cerca de R$ 46 mil, valor próximo ao teto do funcionalismo público.

        O levantamento também aponta que o escritório de advocacia comandado por Viviane ampliou sua atuação nos últimos anos, com aumento expressivo no número de processos em tribunais superiores.

        Procurados pela reportagem, nem o ministro nem a advogada se manifestaram até a publicação.

(Fonte: Gazeta Brasil)