Piscicultores estimam prejuízo de R$ 1 milhão após encontrarem cerca de 30 toneladas de peixes mortos

            Piscicultores de Ubarana (SP), estimam prejuízo de R$ 1 milhão após encontrarem aproximadamente 30 tonelada de tilápias mortas em tanques-rede espalhados no Ribeirão Fartura, que é um braço do Rio Tietê.

        Segundo apurado pela TV TEM, a mortandade de peixes começou na terça-feira (18/março) com a mudança da cor do rio no fim da semana passada. Inclusive, na sexta-feira (14/março), a prefeitura emitiu um alerta para turistas evitarem entrar na água, classificada como imprópria para banho.

        Dois piscicultores de tilápia, um com 28 tanques de aproximadamente 25 toneladas de peixes, e outro com 11 tanques com oito toneladas de tilápia, tiveram que descartar a produção.

        Somadas, as perdas chegam a R$ 1 milhão Por isso, os pescadores temem o desemprego, em especial durante a quaresma, período em que a venda dos pescados aumenta devido à dieta restrita de carnes vermelhas dos católicos.

        Em nota, a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) informou que vai fazer, nesta quinta-feira (20/março), inspeções ao longo do Rio Tietê para avaliar as condições ambientais e eventuais lançamentos de efluentes contaminados, que possam estar relacionados à mortandade de peixes constatada, além das condições em que operavam as pisciculturas.

Ainda conforme o órgão, a mortandade das tilápias não causou, até o momento, danos ao meio ambiente.

Água verde

        Desde o começo do ano, a coloração da água do Rio Tietê e do Rio Grande vem sendo questionada. Em diversos momentos, ela fica bem densa e esverdeada. Além da cor, o cheiro incomoda bastante os pescadores da região.

        Segundo a Cetesb, o que se observa é o fenômeno de reprodução de algas que, em quantidade suficiente, pode provocar o esverdeamento da água do rio.

        De acordo com a professora de química e ciências biológicas da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Maria Stela Castilho, as plantas aquáticas invadem o rio por se reproduzirem de forma rápida devido ao aumento de nutrientes, que servem de “alimento” para elas.

        Esses nutrientes são provenientes, conforme ela explicou, do esgoto doméstico ou industrial, vinhaça – resíduo da destilação do caldo de cana-de-açúcar -, e de fertilizantes aplicados nas lavouras.

        Os aguapés afetam o oxigênio das águas e criam condições inadequadas para os peixes, o que pode causar a mortandade destes animais.

        A proliferação intensa dificulta também a navegação.  

(Fonte: G1 São José do Rio Preto e Araçatuba)