Professora de Direito é morta a facadas por aluno dentro de faculdade em Porto Velho
A professora de Direito Juliana Santiago morreu na noite de sexta-feira (06/fevereiro) após ser atacada a facadas por um aluno dentro de uma sala de aula do Fimca (Centro Universitário Aparício Carvalho), faculdade particular localizada em Porto Velho. O autor do crime, identificado como João Júnior, foi preso em flagrante.
De acordo com a Polícia Civil, a professora foi atingida por golpes de faca na região do tórax, com duas perfurações nos seios, além de uma laceração no braço direito. A arma utilizada no ataque foi encontrada dentro da sala de aula e apreendida.
Em depoimento, o aluno afirmou que utilizou a própria faca que havia sido entregue pela vítima no dia anterior, junto com um doce de amendoim. Segundo ele, a professora teria lhe dado o presente dentro de uma vasilha, acompanhada do objeto cortante.
Imagens gravadas por pessoas que estavam na faculdade mostram o momento em que João Júnior é contido por alunos e funcionários da instituição. Um dos responsáveis pela imobilização foi um aluno que também é policial militar. Ele relatou que ouviu gritos e barulho de cadeiras sendo quebradas e, ao sair da sala ao lado, encontrou a professora ferida e o suspeito tentando fugir. Após persegui-lo, conseguiu contê-lo e deu voz de prisão.
Juliana ainda foi socorrida e chegou a ser filmada com vida, cercada por alunos, mas morreu antes de dar entrada no pronto-socorro do Hospital João Paulo II.
À polícia, o suspeito alegou que mantinha um relacionamento amoroso com a professora e que ficou emocionalmente abalado após perceber o afastamento dela e saber que ela havia retomado contato com o ex-companheiro. Essa versão ainda é investigada.
O boletim de ocorrência aponta que João esperou ficar sozinho com a professora para discutir o relacionamento e que, tomado por “intensa raiva”, desferiu diversas facadas. Segundo a Polícia Militar, a dinâmica do crime indica premeditação.
A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. Celulares foram apreendidos para análise e testemunhas devem ser ouvidas nos próximos dias. A defesa do suspeito optou por não se manifestar na delegacia.
(Fonte: Gazeta Brasil)












