Suspeitos de participação em morte de traficante vão a júri popular
Os acusados pelo homicídio de Jeferson Cardoso Barbosa, ocorrido em março/2023, no bairro Renascer, em São José do Rio Preto, serão submetidos a júri popular.
Entre eles estão os policiais militares Alan Victor Soares e Felício Pereira Afonso Soler, apontados como executores, além da suposta mandante Bianca Nogueira Meireles. O sargento Rafael Soares foi excluído do processo por falta de provas.
A vítima foi morta com disparos de uma espingarda calibre 12.
A investigação conduzida pela Deic (Divisão Especializada em Investigações Criminais) apurou que Barbosa traficava drogas e mantinha rivalidade com Bianca em razão da disputa por territórios.
Familiares relataram que ele vinha sofrendo ameaças e intimidações, inclusive de policiais do 9º Baep. Paralelamente, a Corregedoria da Polícia Militar concluiu que Bianca teria contratado agentes para executar o crime como forma de vingança.
Os três acusados permanecem presos preventivamente.
Testemunhas mencionaram a presença de um carro azul, posteriormente associado a Soler. A Polícia Civil já havia registrado outro episódio de ameaça envolvendo o militar, no bairro Vitória Régia, na zona norte da cidade, em que ele conduzia veículo com características semelhantes.
Imagens de câmeras de segurança revelaram que o automóvel era furtado. Dois meses depois, foi localizado carbonizado em uma área rural de Bady Bassitt, contendo objetos de uso da PM. A apuração também identificou armas registradas em nome de Soler compatíveis com o crime.
O processo descreve uma execução planejada: Barbosa foi atingido na cabeça, sem possibilidade de reação. No veículo, foi encontrada uma Taurus calibre 5,56 mm, vinculada a Felício. Já o revólver calibre 38 não foi localizado.
Para o Ministério Público, os fatos são de extrema gravidade, pois evidenciam conluio entre policiais militares e traficantes. O sargento desvinculado da morte de Barbosa segue preso por outro processo.
A defesa de Alan Victor e Felício Soler, representada pelos advogados Renato Soares e Mauro Ribas Junior, divulgou nota afirmando que “não existem indícios mínimos de autoria em relação a ambos, para fundamentar a sentença de pronúncia, reafirmando a inocência de seus representados”.
O advogado Matheus Galera, que defende Bianca, foi procurado, mas não respondeu. A data do julgamento ainda não foi definida, já que cabe recurso da decisão.
(Fonte: Jornal Dhoje Interior/Daniela Manzani)












