‘Trump não sabe o que é um pernambucano’: Lula volta a citar Lampião ao rebater presidente dos EUA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a fazer críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta sexta-feira (10/abril), durante visita ao novo prédio do campus do IFSP (Instituto Federal de São Paulo), em Sorocaba. Em tom de provocação, o petista afirmou que o republicano deveria ser mais cauteloso ao fazer ameaças ao Brasil.
“O mundo está difícil. O Trump está aí ameaçando todo mundo. Trump não sabe o que é um pernambucano. Senão ele não vai fazer ameaça nunca aqui. Se ele soubesse da minha descendência com Lampião ele tomava muito cuidado. Se ele soubesse o que é um nordestino nervoso ele não brigaria com o Brasil. De qualquer forma, não queremos guerra. Queremos paz”, disse Lula.
Durante o discurso, o presidente também voltou a mencionar, em tom de brincadeira, um suposto “parentesco” com Virgulino Ferreira da Silva, figura histórica do cangaço nordestino. Conhecido como Lampião, o líder comandou grupos armados no interior do Nordeste nas primeiras décadas do século XX, sendo morto em 1938, em Sergipe, ao lado de sua companheira Maria Bonita.
As declarações de Lula ocorrem em meio à escalada de tensões internacionais envolvendo os Estados Unidos e o Irã. Também nesta sexta-feira (10/abril), Trump elevou o tom contra Teerã ao afirmar que os iranianos “só estão vivos hoje para negociar” e ameaçou reagir caso as conversas fracassem. Representantes dos dois países têm encontro previsto a partir deste sábado (11/abril), no Paquistão, em meio a um cessar-fogo considerado frágil.
O presidente brasileiro já havia feito comentários semelhantes anteriormente, também citando Lampião ao se referir às relações com o líder norte-americano.
Apesar das críticas públicas, o governo brasileiro deu, no mesmo dia, um passo para ampliar a cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. A medida prevê a troca de informações em tempo real para identificar rotas de tráfico ilegal de armas e drogas entre os dois países.
A iniciativa busca fortalecer a colaboração bilateral e evitar cenários considerados sensíveis pelo Palácio do Planalto, como a eventual classificação de facções brasileiras como organizações terroristas por parte dos EUA — o que poderia abrir margem para ações mais diretas em território nacional.
(Fonte: Gazeta Brasil)









