Ex-presidente do BRB deixa presídio comum e é transferido para a “Papudinha”
Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar – conhecido como “Papudinha” – na noite de sexta-feira (08/maio). A transferência, autorizada pelo ministro André Mendonça, ocorreu às 19h45.
Antes da mudança, Paulo Henrique estava em um presídio do Complexo Penitenciário da Papuda, onde permanecia desde sua prisão em 16/abril. A Papudinha fica no mesmo complexo, mas possui uma ala menor e separada, mais reservada.
O que diz a PM
Em nota, a Polícia Militar informou: “Após os procedimentos administrativos, judiciais e operacionais de praxe, o custodiado foi alocado em uma das celas disponíveis da unidade, as quais são todas classificadas como Sala de Estado Maior.”
“A Corporação reitera que, por questões operacionais e de segurança, busca assegurar a permanência do custodiado em cela exclusiva, observando os padrões de infraestrutura e os protocolos técnicos adotados pelo Núcleo de Custódia da Polícia Militar.”
Por que a transferência
O pedido de transferência foi feito pela defesa do ex-presidente do BRB no fim de abril. Os advogados informaram ao STF que ele pretendia firmar um acordo de delação premiada e solicitaram a mudança, alegando necessidade de preservação da integridade física e segurança.
O que é a Papudinha
A Papudinha fica no Complexo Penitenciário da Papuda, no Jardim Botânico (DF), a poucos metros das unidades para presos comuns. Tem capacidade para 60 presos e oito celas, todas em formato de alojamentos coletivos, com banheiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala. As instalações foram reformadas em 2020.
Presos podem receber itens de higiene, limpeza, enxoval e roupas, além de ter acesso a televisores e equipamento de ventilação mecânica.
O caso BRB e Master
Paulo Henrique Costa esteve à frente do BRB a partir de 2019, indicado pelo ex-governador do DF Ibaneis Rocha. Ele foi preso em 16/abril na Operação Compliance Zero, suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios do BRB com o Banco Master sem lastro (garantias que sustentem o valor).
Segundo investigadores, Paulo Henrique teria feito um acordo de propina com Daniel Vorcaro (dono do Master) envolvendo seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões – em troca de facilitar o esquema.
O BRB é um banco público controlado pelo governo do Distrito Federal. A negociação previa a aquisição de participação relevante no Master, mas o Banco Central vetou a operação por concluir que não havia viabilidade econômico-financeira.
Próximos passos
A defesa informou que Paulo Henrique pretende firmar um acordo de delação premiada. As investigações seguem em curso.
(Fonte: Gazeta Brasil)









