MC Negão Original é preso no interior de SP em operação contra golpes de R$ 100 milhões
O cantor de funk João Vitor Ribeiro, conhecido como MC Negão Original, foi preso na manhã desta quinta-feira (25/junho) em Avaré, no interior de São Paulo. Ele é um dos principais alvos da Operação Fim da Fábula, deflagrada pela Polícia Civil para desarticular uma organização criminosa especializada em golpes virtuais que movimentou cerca de R$ 100 milhões nos últimos cinco anos.
Policiais do Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas) efetuaram a prisão do artista após investigações que apontam sua ligação direta com o esquema de estelionato.
Diversidade de fraudes
De acordo com os investigadores, a quadrilha era altamente especializada e atuava em diferentes frentes para enganar as vítimas. Entre as fraudes aplicadas pelo grupo, destacam-se:
– Golpe do INSS e do falso advogado;
– Golpe da “mão fantasma” (acesso remoto a aplicativos de banco);
– Uso de falsas centrais telefônicas e cartões clonados;
– Utilização de plataformas de apostas (bets) e fintechs para a clonagem de chaves PIX.
Megaoperação interestadual
A Operação Fim da Fábula foi estruturada para cumprir 53 mandados de prisão temporária e 120 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrar o ecossistema criminoso. As diligências ocorrem simultaneamente em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
Os trabalhos são conduzidos pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), com o apoio do MPSP (Ministério Público de São Paulo), por meio do Gaepp (Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial). Ao todo, cerca de 400 policiais civis e promotores participam das ações.
R$ 100 milhões bloqueados e bens confiscados.
A pedido das autoridades, a Justiça determinou o bloqueio de 86 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, com valores que podem chegar a R$ 100 milhões por conta, além do sequestro de bens móveis e imóveis dos investigados.
Até o momento, os investigadores identificaram ao menos 36 imóveis ligados ao grupo — muitos deles registrados em nome de “laranjas” ou de empresas de fachada —, além de centenas de veículos e embarcações.
Segundo o Ministério Público, o principal objetivo do confisco é rastrear o patrimônio adquirido com dinheiro ilícito para garantir o ressarcimento das vítimas.









