Operação prende 7 apontados como líderes do PCC em Rio Preto e Tanabi

        Sete homens apontados como integrantes do alto escalão do PCC (Primeiro Comando da Capital) na região foram presos na manhã desta sexta-feira (08/maio), durante a Operação Sindon, deflagrada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Rio Preto, com apoio da Polícia Militar.

        A ofensiva teve como alvo suspeitos considerados lideranças regionais da facção criminosa, com atuação em Rio Preto e Tanabi. Segundo as investigações, eles teriam autonomia para tomar decisões estratégicas da organização, incluindo planejamento de atentados, homicídios, tráfico de drogas e execução de chamados “tribunais do crime”.

        Foram cumpridos 19 mandados judiciais, sendo 7 de prisão temporária e 12 de buscas e apreensão. Das prisões, quatro ocorreram em Rio Preto e três em Tanabi. De acordo com o major Kenji Takebe Júnior, comandante do 9º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), todos os mandados foram executados de forma simultânea por volta das 5h00, sem resistência dos alvos.

        A operação mobilizou 20 viaturas, 70 policiais militares e 2 cães farejadores. Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos celulares, notebooks, drogas e outros materiais que serão analisados no decorrer das investigações.

Estrutura criminosa

        Segundo o promotor de Justiça Tiago Dutra, do Gaeco, os presos ocupavam a função conhecida dentro da facção como “Gerais”, considerada uma das posições mais altas da estrutura hierárquica da organização. “São pessoas responsáveis por definições estratégicas, interlocuções internas e decisões relevantes. Tudo que demanda um direcionamento passa obrigatoriamente por eles”, afirmou.

         Ainda conforme o promotor, os investigados são suspeitos de atuar diretamente tanto na organização quanto na execução de julgamentos paralelos, conhecidos como “tribunais do crime”, além de mecanismos de intimidação e domínio territorial.

Origem da investigação

        As apurações tiveram início após um homem egresso do sistema prisional, apontado como integrante de facção rival, ser capturado por criminosos e coagido a praticar um atentado contra um agente público.

        Segundo o Gaeco, essa seria a condição imposta para que ele permanecesse vivo e pudesse continuar morando em determinada localidade.

        A partir desse episódio, teve início uma investigação conjunta entre Ministério Público e Polícia Militar, que culminou na operação desta sexta-feira (08/maio).

Antecedentes criminais

        De acordo com o promotor, todos os presos já possuem passagens pela polícia e são egressos do sistema prisional, com antecedentes por tráfico de drogas, roubo, porte ilegal de arma e até homicídio.

        O representante do Gaeco afirmou que o histórico dos investigados reacende discussões sobre a eficácia da legislação penal brasileira e dos benefícios concedidos a condenados reincidentes.

         Segundo ele, trata-se de criminosos habituais, autores de delitos graves, que voltam ao convívio social e retomam atividades ilícitas, influenciando comunidades e tentando interferir nas estruturas do Estado.

Prisões temporárias

        As prisões temporárias têm prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogadas por mais 30. Os suspeitos permanecerão custodiados na região de Rio Preto enquanto as investigações prosseguem.

        O major Kenji Takebe Júnior classificou a ofensiva como “100% de sucesso”, destacando que todos os alvos foram localizados e presos sem intercorrências.

(Fonte: Jornal Dhoje Interior /Danielle Molnar / Fotos. Danielle Molnar: Foto 1. Coletiva de imprensa dos promotores do GAECO e policiais do BAEP. Crédito: Danielle Molnar

Foto 2. Um dos alvos da operação sendo conduzido ao Plantão Policial. Crédito: Danielle Molnar Fotos 3 à 5. Operação Sindon, realizada pelo Gaeco com apoio do BAEP. Crédito: Danielle Molnar / Foto 6. Tiago Dutra, promotor do Gaeco. Crédito: Danielle Molnar / Foto 7. Major Kenji Takebe Júnior, comandante do 9º Baep / Crédito: Danielle Molnar