“Será que não é ofensivo?” Gilmar Mendes cita homossexualidade ao rebater vídeos de Zema
O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), utilizou um exemplo hipotético polêmico para rebater as recentes críticas e sátiras feitas por Romeu Zema (Novo). Em entrevista ao portal Metrópoles nesta quinta-feira (23/abril), o magistrado questionou se o pré-candidato à Presidência não se sentiria ofendido caso os papéis fossem invertidos. “Imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Se fizermos ele roubando dinheiro do Estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso?”, disparou Gilmar.
A fala é uma resposta a um vídeo publicado por Zema na última semana, no qual fantoches representavam Gilmar e o ministro Dias Toffoli em um diálogo satírico sobre o Banco Master.
A declaração de Gilmar Mendes rapidamente se tornou munição para a oposição. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) destacou o trecho da entrevista e provocou: “Ué, não vão chamar isso de homofobia não?”.
O ex-governador mineiro compartilhou a postagem de Nikolas em seu perfil oficial, endossando a crítica. Zema tem intensificado críticas ao STF, acumulando mais de dez publicações críticas à Corte e aos seus ministros nos últimos dias, sob o argumento de liberdade de expressão.
A disputa não ficou restrita ao campo das ofensas pessoais. Gilmar Mendes já solicitou formalmente que Zema seja incluído no inquérito das fake news, comandado pelo ministro Alexandre de Moraes. O decano alega que o ex-governador cometeu “notícia-crime” ao tentar vilipendiar a honra dos magistrados e a imagem institucional do Supremo.
Na quarta-feira (22/abril), em outra entrevista, Gilmar chegou a ironizar a forma de falar do mineiro. “Ele fala um dialeto próximo do português. Muitas vezes a gente não o entende. Eu estava imaginando que ele fala uma língua lá do Timor-Leste”, afirmou o ministro, sugerindo que a Polícia Federal e a PGR analisem as falas de Zema “naquilo que for inteligível”.
O ministro encerrou reforçando que críticas políticas são aceitáveis, mas que, quando houver ofensa que extrapole o debate público, o “Estado de Direito” agirá para dar uma resposta judicial.
(Fonte: Gazeta Brasil)









