Homem acusado de matar mãe com mais de 20 marteladas na cabeça após ser filmado apanhando dela é julgado

        O homem acusado de matar a mãe, de 74 anos, com mais de 20 marteladas na cabeça, em outubro/2020, vai a júri popular a partir das 9h00 desta quinta-feira (16/julho), em Araçatuba (SP). Alzira Pinto da Silva foi atacada por trás após entregar um lanche para o filho.

        Aqueharu Yamaguchi Júnior foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado, em novembro/2020. Na ocasião do crime, ele aguardou a chegada da vítima em casa e a atacou enquanto ela trocava de roupa no quarto.

        A mulher caiu no chão e chegou a pedir para que o filho parasse com a agressão, segundo a denúncia. Alzira recebeu pelo menos 23 golpes na cabeça e o cabo do martelo chegou a quebrar. Após o assassinato, ele tomou banho, trocou de roupa, pegou dinheiro da vítima e fugiu dirigindo o carro dela.

        Em seguida, Aqueharu usou drogas e foi convencido pela família a se entregar para a polícia. Ao ser preso, em depoimento, o homem confessou o crime e disse que morava com a mãe desde maio/2019, quando precisou retornar do Japão ao Brasil.

        Em nota, enviada ao g1 nesta quinta-feira (16/julho), os advogados de defesa do réu, Filipe Kenzo Said Onohara e Paulo Arthur Germano Rigamonte, afirmaram que o processo reúne testemunhas e documentos que, na avaliação dos advogados, contestam parte da acusação.

        Disseram ainda que pretendem apresentar essas controvérsias aos jurados para que o caso seja analisado com todos os elementos disponíveis e defenderam que o julgamento ocorra sem estigmatizar o acusado.

        De acordo com a investigação, dias antes do crime, Alzira teria agredido o filho na frente de amigos em um bar. A violência foi filmada e postada nas redes sociais. O Ministério Público apontou que o homicídio foi motivado por vingança.

        O homem foi denunciado por:

– Homicídio qualificado por motivo torpe;

– Emprego de meio cruel;

– Recurso que dificultou a defesa da vítima.

        O MP também apontou que o crime foi praticado em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. Ele está preso preventivamente.

(Fonte: G1 São José do Rio Preto e Araçatuba)