Mulher morre após passar 2 vezes por PA e família denuncia suspeita de negligência médica
A família de Viviane Vieira de Oliveira, 41 anos, que morreu na segunda-feira (08/junho), em Nova Granada, denuncia suspeita de negligência médica após ela passar por avaliação duas vezes no PA (Pronto Atendimento) do município e ser liberada.
Viviane começou a passar mal no sábado (06/junho), quando deu entrada pela primeira vez no PA. Segundo a família, na ocasião, ela estava pálida, suava frio, teve um episódio grave de diarreia, além de sentir fortes dores no estômago, no abdômen e no peito. Em nota, tanto a prefeitura quanto o pronto atendimento informaram que a paciente foi submetida a todos os protocolos estabelecidos.
Em entrevista àTV TEM, Aline Vieira de Oliveira contou que as dores irradiavam para as costas de sua irmã, que chegou a perder o movimento das pernas.
“Ela foi atendida como se estivesse apenas com uma dor muscular. Fizeram um eletrocardiograma e depois a liberaram. Tudo apontava que ela necessitava ser encaminhada para outra unidade em São José do Rio Preto, mas não fizeram nada”, relatou a irmã de Viviane.
Na manhã de segunda-feira, Viviane voltou ao Pronto Atendimento com os mesmos sintomas. De acordo com o relato da irmã, ela foi medicada e liberada para voltar para casa. Horas depois, no período da tarde, o quadro clínico da paciente se agravou.
“A ambulância não atendia, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), não atendia. Decidimos levá-la por conta própria e encontramos com a ambulância na metade do caminho”, disse Aline sobre o momento em que a irmã desfaleceu.
Viviane não resistiu e morreu dentro da ambulância, a caminho do hospital. Os familiares afirmam que ela tratava hipertensão e não tinha histórico de problemas cardíacos.
A família registrou um boletim de ocorrência, e a Polícia Civil deve investigar o caso por suspeita de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) por negligência.
O que diz o Pronto Atendimento
Em entrevista à reportagem, a enfermeira do Pronto Atendimento, Érica Magnani, afirmou que todos os protocolos de atendimento foram realizados corretamente e que, nos exames iniciais, a equipe descartou a possibilidade de um caso grave.
Questionada em relação ao motivo de Viviane não ter sido transferida para um hospital de alta complexidade em Rio Preto, a enfermeira explicou que a transferência depende exclusivamente de avaliação médica.
“Ela [Viviane] passou por atendimento com o médico cardiologista da unidade, que também descartou qualquer sintoma agudo. O médico não pediu para que a paciente fosse encaminhada”, alegou.
A enfermeira informou ainda que, quando Viviane deu entrada na tarde de segunda-feira, já em estado crítico, a equipe tentou reanimá-la. “Nós tentamos. Fizemos todo o protocolo de RCP (ressuscitação cardiopulmonar) na paciente, mas, infelizmente, ela não resistiu”, concluiu Érica.
Dois óbitos no mesmo dia
Um idoso de 88 anos também morreu na segunda-feira após dar entrada no Pronto Atendimento de Nova Granada. Conforme apurado pela TV TEM, ele havia sofrido uma queda da própria altura, passou por atendimento, recebeu alta e faleceu horas depois.
Qual é o posicionamento da prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Nova Granada informou que, nos dois casos, todos os atendimentos realizados estão devidamente registrados em prontuários médicos e seguiram os protocolos assistenciais adotados pela equipe de plantão.
(Fonte: G1 São José do Rio Preto e Araçatuba)









