Mãe de desaparecido no mar em Ilhabela mantém esperança em encontrá-lo e se preocupa com epilepsia do filho

         A família de Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos, desaparecido desde domingo (24/maio) após sair para um passeio de moto aquática em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, mantém a esperança que ele seja encontrado com vida. Neste sábado (30/maio), os bombeiros iniciaram o sexto dia de buscas.

        Em entrevista à TV Vanguarda, a mãe de Dheorge, Maria de Fátima Pereira Bernadino, comentou que todos os dias espera por notícias sobre o filho. “Toda comunidade está muito chocada com esse caso, apreensiva, querendo que encontre. Todo mundo acredita que ele está vivo, perdido em algum lugar. A nossa fé é essa, nossa esperança é essa, que ele esteja perdido em algum lugar”, afirmou.

        “Eu peço muito, encarecidamente, que Deus toque no coração da Bruna, dos amigos dele que estavam com ele, que dê qualquer informação, qualquer coisa que tenham esquecido de falar, eles falem se lembrarem para as autoridades. Eles vão saber trabalhar melhor com as informações. As informações que temos são muito rasas, mesmo”, acrescentou.

        A família de Dheorge mora em Alcântaras, no Ceará. Segundo a mãe, eles não têm condições de ir ao Litoral Norte de São Paulo para acompanhar as buscas. Ela pede que os trabalhos para encontrar o filho seja mantido. Pelo protocolo vigente, as buscas se encerrariam neste sábado. Porém, os bombeiros informaram que os trabalhos seguem sem previsão de término.

        Maria de Fátima diz que o filho tem epilepsia e faz tratamento com remédio contínuo. Essa questão é mais um ponto de preocupação para a mãe.

        “Ele faz acompanhamento com o neurologista por conta da epilepsia. Ele tem problema de epilepsia e toma remédios diariamente. É outro agravante, que fico pensando. Ele está desde domingo sem tomar os remédios. Eu fico com medo que possa ter tido uma convulsão na água. Se tiver conseguido sair, pode ter tido (a convulsão) fora da água, não sei”, disse.

        O último contato de Maria de Fátima com o Dheorge foi no sábado (23/maio), véspera do desaparecimento. Dheorge mora em São José do Rio Preto há 10 anos e esteve na cidade natal no último Dia das Mães.

        “Antes dele sair, disse: ‘mãe, eu vou hoje em um passeio com meus amigos e vamos ficar uns cinco dias’. Falei com ele no sábado à tarde. Perguntei quando iria para casa, ele disse que iria no domingo. Tinha que entregar a casa às 13h00 e voltaria para São José do Rio Preto. Na segunda-feira, disse que iria organizar as coisas dele para ir trabalhar”, comentou.

        “Um filho muito bom, preocupado com a gente, com a família. Se qualquer pessoa perguntar aqui em Alcântara, todo mundo vai ser que era bom, humilde, não tinha confusão com ninguém”, acrescentou.

(Fonte: G1 São José do Rio Preto e Araçatuba)

 

Atualizado em 02/junho/2026 – 15h20

Corpo é encontrado na segunda-feira, confirma Marinha

       A Marinha do Brasil confirmou, nesta segunda-feira (1º/junho), que o corpo encontrado pela manhã em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, pertence a Dheoge Pereira Bernardino, de 28 anos, que estava desaparecido desde o dia 24/maio. O jovem foi visto pela última vez em uma moto aquática na região.

        O corpo foi localizado por volta das 11h30, na Ilha de Búzios, em Ilhabela. Além da confirmação oficial da Marinha, a irmã da vítima, Lorrane Pereira, divulgou um vídeo nas redes sociais confirmando o reconhecimento.

        “Não terminou da maneira que a gente queria, que era ele bem e vivo, mas agora poderemos nos despedir. Vamos trazer ele para casa. A gente vai se despedir”, disse.

         O IML (Instituto Médico Legal) de Caraguatatuba confirmou que a morte foi causada por afogamento. A operação de busca durou nove dias e mobilizou equipes da Marinha e do GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimo).

O resgate de Bruna Damaris

         A auxiliar de enfermagem Bruna Damaris Sant’anna da Silva, de 26 anos, que estava com Dheoge na moto aquática, foi resgatada com vida após passar mais de 40 horas à deriva. Ela foi encontrada por pescadores a cerca de 16 quilômetros da costa. Em publicação nas redes sociais, Bruna explicou o que aconteceu:

        “Ficamos juntos em todo o momento até a terça-feira de madrugada. Meu colega não tirou o colete e eu não vi ele afundando. Já passei o restante das informações para a polícia e imprensa e não tenho mais nada a declarar.”

        Ela também afirmou que a água começou a entrar no veículo, tornando “impossível” permanecer nele, e que a correnteza estava forte, levando os dois para o mar aberto.

A investigação

         A Marinha abriu um inquérito administrativo para apurar as circunstâncias, as causas e os possíveis responsáveis pelo incidente. A corporação informou que questões relacionadas à habilitação do condutor e à regularidade da documentação também fazem parte da apuração.

        A Polícia Civil de São Paulo também investiga o caso. Segundo o delegado de Ilhabela, Caio Nunes de Miranda, a principal hipótese é que a moto aquática tenha apresentado uma pane e afundado. O equipamento foi encontrado na segunda-feira (25/maio) e encaminhado para perícia.

(Fonte: Gazeta Brasil)